O útero pequeno é uma condição clínica na qual o útero da mulher não cresceu muito, no entanto, isso não significa que ela tenha o chamado “útero infantil”. Este sim consiste em um problema e que deve ser tratado.

Inicialmente é preciso entender que o tamanho do útero pode variar muito em cada mulher, sendo influenciado por diferentes fatores. Assim, fala-se que o útero com mais de 30 cm é normal e menor que isso poderia ser considerado um útero pequeno. No entanto, se você for uma mulher magra, jovem, que nunca teve filhos e de estatura baixa, um útero de 23 cm pode sim ser considerado normal.

Já uma mulher mais encorpada, alta, de idade avançada e que já teve filhos, o normal é que o útero dela seja maior que 70 cm. Portanto, o tamanho normal do útero depende muito do histórico e anatomia da mulher, não podendo ser diagnosticada com tal condição sem que esses fatores sejam levados em consideração.

Quais as diferenças entre útero pequeno e útero infantil?

Diferenças entre útero pequeno e útero infantil
Diferenças entre útero pequeno e útero infantil

Muitas pessoas entendem o termo “útero pequeno” como sinônimo de “útero infantil”. No entanto, ter um útero considerado pequeno, mas que age normalmente durante uma gravidez e cresça comprova que é possível ter essa condição e não sofrer problemas para engravidar e gerar um bebê.

Já mulheres diagnosticadas com útero infantil são aquelas que tiveram um problema de desenvolvimento congênito, o que faz com que o útero não se desenvolva após a infância. Assim, além de um útero de tamanho menor, é possível diagnosticar o problema com exames hormonais que comprovem se há comprometimento das funções reprodutivas. Normalmente, mulheres com esse tipo de útero não menstruam e podem ter o crescimento alterado, sendo esses alguns indícios da patologia.

Quem tem útero pequeno ou infantil pode engravidar?

No caso de mulheres com útero pequeno, mas que não possuem útero infantil, a gravidez pode ocorrer normalmente, pois a tendência é que o útero cresça conforme as necessidades do feto.

Já se a mulher tem útero infantil ela deve fazer um acompanhamento com ginecologista que pode prescrever hormônios para que o útero cresça, no entanto, em muitos casos, ele não chega ao tamanho que seria considerado normal.

Com o uso de hormônios, a mulher com útero infantil tem chances de desenvolver o útero e a ovulação, podendo assim engravidar normalmente. Em outros casos são indicados tratamentos de reprodução humana para que essas mulheres realizem o sonho de serem mães.

A melhor conduta para o caso só poderá ser prescrita pelo ginecologista que faz o acompanhamento da mulher ou por um especialista em reprodução humana. Assim, ser diagnosticada com alguma dessas situações pode implicar em diferenças significativas para a mulher.

Em mulheres nas quais o útero não cresce durante a gravidez, o aborto de repetição pode ser uma realidade até que haja um diagnóstico que indique as razões dessas ocorrências. Assim, a avaliação do tamanho do útero da mulher e se isso é de fato uma patologia ou não, deve ser acompanhada da avaliação do histórico dela e de exames compatíveis que ajudem a identificar se o caso trata-se de útero pequeno ou de útero infantil.